Amigos Leitores!

Desde que perdi meu Blog em Abril, tenho feito vários acordos com o Blogger a respeito das postagens aqui apresentadas a vocês! Passamos por três momentos distintos:

1. Onde este Blog teria algumas postagens fixas e não postaria nada além de botões que levariam vocês a outros sítios para lerem meus posts. Aqui só ficariam links para os outros blogs, como num PORTAL.

2. Pude passar a postar "chamadas" dos outros blogs neste blog, desde que os textos fossem bastante curtos e logo a seguir viesse o link para o outro blog.

3. Este momento que estou vivendo!

Posso voltar a fazer postagens aqui! Aleluia! Mas devo usar a quebra de páginas para ocultar artigos que contenham fotos mais explícitas ou palavras mais pesadas!

Resigno-me a isso no momento e com alegria volto aos meus posts assumindo a característica BDSM do blog novamente!


Beijos Carinhosos

Hope subway

Meus Blog’s!

Conheça um pouco de
- Hope Subway -
Beijinhos açucarados,
- Hope Subway -
 

-COLEIRA-


Tomar a coleira.
Entregar a coleira.
Trocar a coleira?
Hoje eu pensava sobre esse objeto de desejo de tantas cadelas que ainda não as têm... e sobre todo o significado intrínseco de um simples ‘colarzinho’ no pescoço de alguém ou algumas letrinhas maiúsculas no fim do seu nome...
Usarei nesse post SUBMISSA – SUB (com maiúsculas sim, pois demonstra o respeito que se deve ter ao fato de tanto que elas se dedicam, abdicam, sofrem por seu Dono) e DOM. Não porque não aceite a posição inversa (SUBMISSO-DOMME), como muitos DOM’S por aí. Mas porque é assim que vivo minha relação. E se posso falar de alguma coisa é da MINHA relação!
Primeiro vamos entender: O que é uma coleira?
Um pedaço de corrente, de metal, de couro ou outro material grudado no seu pescoço? Isso é uma coleira??? Então confesso que só uso a minha em sessões pré-determinadas, porque quando as sessões acontecem de repente, nem dá tempo de buscar ou colocar... e isso porque minhas sessões ultimamente acontecem de repente e dentro do apartamento... e não vou sair correndo pra colocar a coleira quando o Dono quer uma sessão instantânea!
E não! Não vivo com ela no pescoço para lavar, passar, cozinhar... pra mim, usa-la desta forma demonstra insegurança de perde-la ou ao contrário, exibicionismo. Minha coleira está dentro de mim. Dentro das minhas ações e da  minha postura, na forma como me dirijo a outros DOM’S, mesmo quando são uns imbecis rematados, de forma a não envergonhar meu Dono nem lhe trazer transtornos por causa de um mal comportamento. Minha coleira na realidade é um SENTIMENTO... ou vários... respeito pelo Dono, responsabilidade com Sua casa e Seu nome, obediência aos seus desejos, sinceridade no querer e no fazer, aprendizado para sempre me superar e superar meus limites através da sua guia.
Por isso voltemos ao início! O que é coleira? Coleira é sim um objeto colocado em volta do pescoço e serve para ‘guiar’ o cão pelo caminho que deve ir, serve para ensinar os caminhos perigosos e determinados ‘truques’ que o Dono deseja que o cão saiba para alegrá-lo. Mas vocês já viram os cães após o adestramento? Fazem todos os seus ‘truques’ mesmo sem coleira, caminham ao lado do Dono e fazem a etiqueta que lhes foi ensinada. Se o cão não ‘rola’ direito é culpa do Dono que não ensinou direito! Se as atitudes do cão não alegram o Dono, é culpa dele que não foi um bom adestrador, um bom professor, que não ensinou de forma clara para que a atitude pudesse ser compreendida e repetida!
Bom... alguns poderiam dizer que falando-se de cães é mais fácil, pois eles não têm a faculdade do pensamento. Mas não é bem assim! Se o cão está de rabinho baixo ao lado do Dono, mesmo cumprindo todos os seus ‘truques’, a culpa de sua tristeza também é do Dono e tenho certeza que se o tal cãozinho pudesse falar, retirava a coleira e falava : “Toma Dono... Não quero mais ser seu cão, prefiro ser um cão sem dono do que viver triste e com medo!”
Mas a coleira verdadeira vai além da visível, utilizada pelas cadelas e muito além da virtual com letrinhas bonitinhas.
Coleira significa ‘posse’! Posse de um bem valioso, caro, que merece investimento em todos os sentidos, físico, moral, sexual, e por que não dizer espiritual? A verdadeira SUB ENCOLEIRADA e guiada de forma honesta e correta, é marcada na alma! Não precisa de qualquer objeto físico e paupável para que todos saibam que ‘aquela bela mulher’ não está aqui para ser galanteada ou pescada. Aquela ‘bela mulher’ não está no ‘mercado’! Ela tem Dono!

Comecei o post com três situações bem diversas.
  1. Tomar a coleira.
  2. Entregar a coleira.
  3. Trocar a coleira.
Vou falar sobre as 3 situações e devo dizer que é um artigo de opinião. Com a minha opinião... sei que muitos corroboram esta opinião, mas convido todos a opinarem!
No mundo BDSM essa questão de entrega, tomada e troca de coleira é uma constante, mas por que? Vamos analisar algumas questões e depois voltamos a essa questão!

  1. TOMAR A COLEIRA.
O que leva um DOM a tirar a coleira de sua SUB? Problemas de saúde? Ninguém melhor que uma SUB dedicada para cuidar de uma doença ou de um dedo amputado! Problemas no trabalho? Se você jogar sua ‘pedra preciosa’ na lixeira, seus problemas no trabalho se resolverão? Não! Somente ficará sem a pedra preciosa! É o mesmo caso com a SUB! Ficar sem ela não vai tornar seus problemas menores, nem vai aliviar as brigas com o chefe... mas uma massagem ao chegar, uma dose de whisky, um carinho, um sexo pesado e delicioso... isso sim vai aliviar as tensões! Problemas em casa? Apresente-a para a mamãe! A maioria das SUB’S, quando bem ensinadas pode ser uma ‘lady’ pra mamãe e uma ‘puta’ para você na cama! Problemas com a esposa?? Bom... este é o único nível de difícil entendimento! Vejamos! O DOM tem aí 5 opções:
1.       Largar tudo e ficar só com a esposa (e os filhos?) e esquecer de tudo e de seus brinquedinhos! Ou seja voltar a ser BAUNILHA! Numa vidinha em banho maria!
2.       Largar a esposa e ficar com a SUB que seria uma esposa superiormente interessante, pois levando-se em conta que cada SUB é moldada segundo a forma e os desejos do DOM, assim como ele deseja, elas seriam e agiriam exatamente como o DOM desejasse, pois seriam o reflexo direto de seu conduzir.
3.       Manter as coisas como estão e ter na SUB um ‘oásis’ no meio do deserto! Mas traindo uma esposa e talvez filhos em casa e amargurando, machucando e marcando sua ‘pedra preciosa’!
4.       Largar a SUB sob falsos pretextos e logo depois arrumar outra, mais interessante... ou já ter outras na ‘agulha’!
5.       O DOM/SUB é promovido ou muda de emprego e precisa ir para outro lugar. Nada impede que o relacionamento continue à distância, com encontros ocasionais, mas se a distância for realmente grande (outro país) que o relacionamento continue, mesmo que não como DOM e SUB, mas sim como amigos que se amam e respeitam... mesmo que à distância!
Entretanto, entender os motivos da retirada de uma coleira podem ser mais vastos, mas no final das contas, eles caem ou na incapacidade do DOM de conduzir sua SUB no caminho que ele deseja que ela trace, ou em problemas ditos ‘externos’, que na realidade não se resolverão com a entrega da coleira, pelo contrário, só se agravarão!

  1. ENTREGAR A COLEIRA
O interessante nisso tudo é que na verdade não falam que ela “entregou” a coleira... falam da submissa sempre nos termos “ela PERDEU a coleira... o que será que ela fez??” nunca falam “O que será que esse DOM fez para perder uma submissa tão preciosa??”
Submissas são pedras preciosas, e que me desculpe os Dom’s (com minúscula mesmo!), mas se são “falsas”, é por que na hora de escolher sua submissa contentou-se com “pirita” e não com “ouro”. Na verdade o papel de tolo é do Dom, que escolheu mal aquela que carregaria suas iniciais.
O que não podemos esquecer é que cada pedra preciosa tem uma densidade ou uma dureza diferente, bem como forma, cor e possibilidades. Um Dom que já possuiu ou possui diversas escravas vê que é possível realizar isso com uma e não com a outra. Isso é falsa submissão? Ou é, na realidade destreza absoluta na Dominação? Afinal aquele ser que se ajoelha a seus pés e o adora com seu corpo e com sua alma “falsos????”, dá ali, o melhor de si. Aceitá-lo, moldá-lo e fazer resplandecer como prisma de mil cores é função do Dominador.
Pois quando enfrentamos cada Dominador diferente (para quem já trocou de Dom), é como se enfrentasse sempre o primeiro... é como se você descartasse no mínimo 60% da sua “bagagem”, de seu aprendizado e se dispusesse a aprender TUDO novamente, pois cada DOM tem um jeito diferente, uma realidade, vontades, jeitos, desejos, completamente diferentes dos outros!
E nós, submissas, me recuso a tratar-nos como escravas, pois cada uma ESCOLHEU servir, E SE HÁ ESCOLHA NÃO HÁ ESCRAVIDÃO, então somos SERVAS. Também me recuso a tratar-nos como peças, objeto ou coisa. Pois não vou ser “coisificada” por ninguém! Nós somos pedras preciosas, que precisam ser observadas e nas mãos de um excelente lapidador, nos tornaremos diamantes, opalas, ametistas... dos formatos mais lindos e delicados e refletiremos em nós a luz de nosso lapidador – de nosso Dono!
Se a sua sub “pisa na bola” talvez você não tenha tomado tempo suficiente em sua lapidação e precise trabalhar um pouco mais nisso! Porque nós, SUBMISSAS, somos o reflexo perfeito de vocês DOMINADORES!
Fazemos, refazemos, tentamos e retentamos, renunciamos a tanta coisas....
Por exemplo, bem básico por sinal, quantas vezes, ao invés de estarmos com nossos filhos na hora que eles estão disponíveis e nós também, os deixamos, somente para ir ao encontro do DOM que nos chama e serví-lo e aos seus desejos?
E as voltas que damos no trabalho para sairmos e estarmos sob os pés do DOM?

  1. TROCA-TROCA DE COLEIRAS
Não sei o que os outros pensam ou como agem, mesmo porque a cultura brasileira leva o BDSM muito menos a sério do que deveria.
O BDSM aqui se resume (na maioria das vezes) numa dominação parcial, onde o Dom exerce poder pelo telefone, MSN, ORKUT, e uma ou duas vezes ao mês no Motel. Fora isso o que vemos são homens casados que não podem chegar em casa tarde senão a “patroa” vai ficar louca com ele. Onde eles inventam desculpas para encontrar sua sub em motéis baratos, pois os mais caros não aceitam os “gritos de dor” das subs. Afinal, eu pergunto: que raio de Dominador não domina sua esposa? Ele é todo dominador com a sub, xinga, bate, espanca... mas com a esposa inventa mentiras e pede desculpas humildemente pelos atrasos para o jantar, geralmente arrumando um amigo para “acobertar” suas “farras” com a sub!
Aí é que está o erro! O problema! SUB não é “farra”, não é “escapada”, nem mais uma “trepada”! SUB é quem você escolheu para guiar... afinal para que serve a guia da coleira, senão para guiar sua SUB? E se ela caminha por lugares perigosos, enganosos ou de má fama, eu pergunto: onde está o Dono dessa cadelinha? Por que largou sua guia?
A maneira descompromissada, ou melhor, pouco compromissada como o BDSM acontece no Brasil é que leva a esses e outros problemas. Como a SUB dizer o que não devia de seu Dono ou ex-Dono. Fazer reclamações ou fazê-lo passar por situações embaraçosas. O castigo não devia ser somente da SUB, mas do DOM incompetente também!
Para grande parte dos DOM’s casados (onde os problemas se multiplicam quando a SUB também é casada), como se tem uma relação simplesmente baseada em sexo e dominação algumas vezes num motel, se torna fácil descartar e pedir a coleira, pois os sentimentos nem sempre são tão fortes quanto deveriam pela SUB. Já pararam para pensar como a relação se fortifica e fica muito mais fácil quando se consegue o melhor dos dois mundos numa só mulher? Uma lady para o convívio social e uma SUB, em casa, bem cadela no quarto, realizando os desejos de ambos.
O DOM competente se organiza, se duplica, se multiplica, abre canal de conversação no emprego, com pais, família (e aqui não incluo esposa, pois na relação BDSM, para mim, a sub ocupa este lugar), monitora doenças, se adapta e à sua SUB para que possa manter tudo correndo de acordo com o esperado... como um relógio... se você retirar uma engrenagem tão importante quanto a SUB desse relógio... ele pára!
E sua vida pára junto!


Então voltamos à antiga questão: No mundo BDSM essa questão de entrega, tomada e troca-troca de coleiras é uma constante, mas por que?
As respostas são inúmeras.
Mas se centrarmos essa resposta na SUB... talvez seu Dono não esteja em alta, talvez lhe tenham oferecido uma coleira cor de rosa, ou de ouro com brilhantes... quem sabe? Mas também pode estar infeliz ao lado de um DOM que não valoriza seus esforços e escarnece de suas dificuldades e falhas ao servi-lo.
Se centrarmos no DOM... bom, geralmente gira em torno de sua incapacidade de lidar com a SUB, ou com problemas de distância da SUB.
Mas pode-se ver esse fenômeno da mesma maneira que vemos qualquer outro relacionamento, que muitas vezes faz ‘Bodas de Prata ou de Ouro’, mas que outras dura 1 ou 2 meses, podemos ver a questão da coleira como qualquer relação que tem início, meio e fim.
Mas em qualquer caso, seja entrega, tomada ou troca de coleira, um ponto é importante – FECHAR A PORTA NA SAÍDA – ou seja manter o respeito do que vivenciaram juntos, manter a compostura e principalmente a confidencialidade... isso é fundamental!
Chorar o luto, luto sim, enterrar o passado, isso é primordial pra voltar a viver algo novo, dar um tempo, refrescar a mente... um “refresh”... sacodir a poeira e dar a volta por cima, começando de novo!
Não podemos nos entregar e nem desistir de nossos desejos (mesmo porque não dura muito a abstinência) tanto no universo BDSM ou quanto no baunilha, quem mais sofre é quem mais ama e se entrega, portanto é bom e prudente manter-se em contato com a realidade e os pés firmes no chão.
-Hope Subway-

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...